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Fazer tatuagem no inverno exige menos cuidado? Veja como não entrar em fria

O plano parece promissor: fazer uma tatuagem agora, no inverno, para não precisar se preocupar tanto em proteger o desenho do sol ou evitar banhos de mar e piscina enquanto a pele cicatriza.

Faz total sentido, pois no frio andamos com o corpo mais coberto e grande parte das pessoas não vai ficar chateada por deixar de dar um melhor no tempo gelado, certo? Mas saiba que certas situações no inverno merecem cuidado e, em alguns casos, pode ser até melhor adiar a data da sua visita ao tatuador.

 


No inverno, a imunidade tende a baixar e isso aumenta o risco de infecções na pele recém-tatuada. Imagem: iStock

 

Fique de olho na sua imunidade

Durante os meses de inverno, com as baixas temperaturas e o clima seco, é comum que a imunidade caia (as viroses e a gripe estão aí para confirmar). O que isso tem a ver com a sua tatoo? Tudo!

Segundo a infectologista Andreia Maruzo Perejão, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, a tatuagem agride a barreira cutânea, responsável por impedir a contaminação por micro-organismos. Isso vira um problema quando o sistema imune está deficiente e não reage contra os invasores como deveria. As bactérias que vão entrar em contato com as perfurações podem causar uma infecção. Então, se você tiver com sintomas de resfriado, gripe ou outra doença infecciosa típica da estação, o melhor mesmo é esperar seu organismo se recuperar antes de fazer um desenho na pele.

Problemas dermatológicos

Outro motivo para esperar um pouco mais é bem visível. Como os banhos quentes ressecam e retiram a proteção natural da pele e as roupas mais grossas tendem a irritá-la, há uma alta incidência de problemas dermatológicos. "Toda vermelhidão, coceira ou descamação é um motivo para não fazer uma tatuagem, pois elas abrem espaço para contaminações", diz Perejão.

O frio também potencializa as lesões de pele resultantes de doenças crônicas. "A luz do sol ajuda a controlar os sintomas. Com a falta dela, o incômodo reaparece", explica a médica Tatiana Gabbi, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). É o caso da psoríase, uma doença inflamatória que forma placas grossas na pele de tempos em tempos. Já as eczemas são uma reação alérgica estimulada pelo ressecamento da epiderme. Além da vermelhidão e da coceira, ela aumenta o risco de infecções.
 


Imagem: iStock


Quem está com a pele em dia, mas sofre com alergias intensas também deve repensar se este é o melhor momento de fazer uma tatoo nova, pois o ressecamento provocado pelos banhos quentes potencializa o risco de crises alérgicas --que ainda podem ser acentuadas por causa de reações provocadas pela tinta.

Mas nada de desânimo. Pense que adiar o desenho vai evitar desconfortos maiores em sua pele e contribuir para que o rabisco feito depois fique bonitão. Quando a epiderme não está em boas condições, sua tatuagem pode desbotar.

"A descamação compromete o depósito da tinta e o resultado final tanto de tatuagens como de micropigmentação estética. Por isso, é melhor esperar, tratar-se e hidratar bastante a pele antes de voltar ao estúdio", aconselha a esteticista Isabel Piatti, membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica.

Cuidados que valem o ano todo

Para evitar infecções em tatoos e micropigmentação, higiene é a regra! Mãos, roupas e equipamentos são um prato cheio para bactérias. Por isso, é importante que o profissional que vai fazer a tatuagem em você use máscara e luvas descartáveis, cubra a maca e tenha toalhas limpas, nunca reaproveite agulhas e esterilize seus equipamentos.

Depois, com o desenho já feito, é preciso hidratar bem o local para evitar descamações e ficar atento a qualquer imprevisto. "Vermelhidão que aumenta progressivamente, dor e inchaço são sinais de infecção e motivos para procurar um médico", alerta Perejão. Lembre-se que, em qualquer época do ano, é importante proteger a pele recém-tatuada do sol até a renovação completa da epiderme --processo que leva entre 30 a 60 dias.

 

 


Fonte: uol.com.br


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